A CRIANÇA DE CADA UM

Que nunca nos abandone a criança que fomos um dia,
e que jamais ela envelheça
para não levarmos na face o ar de tristeza
e de uma desvelada amargura...

Sem essa criança fenecem as nossas alegrias,
A felicidade completa não teremos jamais,
acabam-se os nossos sonho,
vão-se até os nossos ideais...

Essa criança imaginária do nosso interior,
permanece em nós enquanto o ambiente
que a acolhe for de alegria e de amor...

É como as flores que, para se manterem viçosas,
carecem do beijo das borboletas,
do carinho dos colibris e até dos espinhos
para protegerem as rosas...

Procuremos nos manter na alegria,
assim o nosso coração sente amor
e, ao invés de taciturma e sem cor,
a vida será uma doce poesia.

As pessoas que não sabem se alegrar,
vivem monótonas, num mundo de consternação,
porque não têm mais aquela criança,
que um dia alimentou de alegria o seu coração....



(Tarcisio Costa)


Inicial
Poemas de A-E