AMANHÃ

Onde estou?
Meu corpo está carente
Onde vive minha alma
Quem sou?
Assim não é ser coerente!

O mundo silencia,
Ha uma estranha calma,
Há uma impertinência
Um senso crítico
Das realidades,
Falta a lucidez...

Quem sabe,
Talvez!
Será a inconsciência,
O desdouro,
O medo da perdição...

Um viver sonâmbulo, triste
Ou, ainda a ruina,
A desgraça do dedo em riste
Do castigo!

Quem sabe!
Pela sedução
Da corrente do mal...

Estou aqui
Acredite, use sua imaginação,
Vivo tal qual um mentecapto
Perdido na ilusão...

O tormento da minha mente
Leva-me a voar
Sem parar
Rumo ao indefinido,
Ao desconhecido
Ao Amanhã,
Ao fim...


(Tarcisio Costa)


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Poemas de A-E