AMOR PLATÔNICO


Gostaria de não escrever este poema
Mas o meu coração cheio de saudade,
Pede para desabafar a sua dor,
A sua realidade.

Faz tempo... ela era meu sonho,
Isso mesmo um sonho...
Era impossível, eu sabia,
Esse sonho se tornar uma verdade...

Mas, eu alimentava esse amor,
Essa insensatez...
Às vezes, penso que não era amor,
Mas, uma loucura ou uma paixão.

Aquela dor, a insensatez,
A perda da minha razão,
Eram os ingredientes
Incoerentes desse amor.

Imaginava receber o seu carinho,
Pensava em lhe mandar uma flor,
Mas, não tinha certeza do seu amor...

Às vezes, pensava de lhe mandar
um lencinho com a sua inicial,
ele representaria as lágrimas
dos meus momentos
de incerteza....

Hoje, tudo passou,
nuvens imaginárias, efêmeras,
cruelmente, levaram as minha ilusões,
fizeram nascer em mim nova realidade,
não tiveram, no entanto, condições
de matarem a minha saudade.

(Tarcisio Costa)

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