CURVAS DOS RIOS

Correm os rios
em serpentinas descontroladas pelas matas silenciosas,
onde, nas noites aparecem os fantasmas...

As flores silvestres,
as mesmas que perfumam o éter,
olham indiferentes para os rios,
não sei, talvez por não quererem levá-las consigo...

Assim são meus anseios cheios de dúvidas e medos...

Quantas vezes perco-me nas curvas da vida,
fico sem o sentido de direção, ao léu...
Ao romper-se a minha consciência,
já não mais silenciosa,
ouço os alertas da impaciência,
que me assustam e me amedrontam...

Não adianta querer recuar
Ante as flores tenebrosas, negras, sem jardim,
sem buquês...

O resto é só mistério....

(Tarcisio Costa)


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Poemas de A a E