DOIS MUNDOS

Há dois mundos na minha vida,
este palpável, em que escrevo estes versos
e o outro, imaginário, presente no imaginário...

Não relego nenhum dos dois.
Banir o primeiro, seria uma incoerência,
o mesmo que negar a verdade.
quanto ao segundo, seria abjurar
o direito de devanear...

Um completa o outro.
O mundo das quimeras que alimenta
o inevitável viver de fantasia,
que me faz viver expectativas,
sem o infesto fatalismo.

A beleza, a esperança, o otimismo,
são a portas de entrada, na minha vida,
fontes para a imaginação
e para o meu nosso sonhar.

Esse meu mundo díspar,
de alternâncias e contradições,
que domina os meus pensamentos,
que mistura realidade e fantasia,
é o mundo belo das expectativas,
que, no qual, quero viver...

Nele, são gerados os nossos sentimentos
só factíveis de serem expressos, na poesia.


(Tarcisio Costa)


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