MENESTREL
Tarcísio R. Costa


Mergulho no túnel do tempo...
Vou em busca da poesia do passado,
Dos tempos remotos... medievais...
Daquelas paisagens bucólicas,
Eu era, creio, um menestrel...

Um poeta ao léu, ambulante,
Atrás de um grande amor...
Eu era um poeta-cantor
Das minhas saudade...

Era um sonhador,
Em busca de desvendar sonhos...
A sonoridade do meu violino
Me transformava em um sedutor.

Os seus acordes
Acendia o fogo da minha paixão,
Que deixava enlevado o coração
Do meu pretenso amor.

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CASTELO MEDIEVAL
Nadir A D'Onofrio


Que lembranças são essas,
que afloram em meu interior?
Vejo tudo obscuro,
não...não é imaginação!
São minhas recordações...

Um castelo medieval,
Sinto horror desse castelo!
Ele mantinha-me prisioneira,
Só avisto os campos através da janela...

A ânsia da liberdade
ao ver o falcão voando.
Triste sina a minha
Prisioneira desse castelo...

Um dia porém
Minha vida mudou...
Ouço ainda o burburinho na ponte.
Era a criadagem exultante,
recebendo o Menestrel...

Sua música encheu-me de alegria,
nunca mais, senti a tal melancolia.
O músico abnegado,
passou à ser meu professor,
Amigo, conselheiro, confidente...

Meu amante se tornou!
Nunca mais o castelo
ele deixou...
Lembranças!
Que no passado longínquo ficou...


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