VERSOS SEM FIM
Tarcísio R. Costa


Aquecia-me na areia,
O mar num vai-vem agitado
Via lá longe uma baleia
E o mar enciumado,
Da areia...
Parecia tudo errado
A areia filtra, coa
O sabor salgado,
Minha memória não é boa
Mas, ainda, fico a pensar,
Na beleza do mar...
Às vezes, me confundo
Como é grande o mundo,
Quando o mar estremece,
Meu cuidado cresce...
Sente pânico minh'alma
Minha razão pede calma,
Rezo uma santa prece
Então tudo m' enternece,
O rumo perde o sentido,
Não sei pra onde vou,
Sinto-me perdido...
Perco minha identidade,
É uma realidade,
Não sei quem sou
A escrever à-toa
Lembrei-me de Q Boa
Para poder rimar,
Ela lava e limpa,
Supimpa!
Não sei parar,
Esqueci do mar,
E, também, da areia,
Ah! a baleia!
Tudo vale
Se o amor consente.
Quero clarear
A minha mente
Se necessário vou calar,
Senão ficou rouco
Sou um poeta
E não um louco,
Ou de tudo um pouco.
Vou viajar
Pelo mar,
Sabe em que?
Não sabe, pense
Numa jangada cearense,
Vou romper o oceano
Nem que leve um ano,
Quero subir no horizonte,
Visitar o jardim da fonte
E trazer de lá uma flor,
Para dar ao meu amor,
Quando aqui chegar...
Ficarei a sonhar
Com tudo vi,
Lá e aqui.
Vou terminar
Está desconexo
E sem nexo
O meu versejar.
Se você leu
Não diga que fui eu
Desculpe as mal traçadas linhas
Não foram da minha musa,
Foram mesmo minhas.
Tarcísio R. Costa
Que de Você
Muito gosta.

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SEGUINDO O PENSAMENTO
Otto Bräutigam


Andei pela areia,
Naveguei pelos mares,
E peguei carona na baleia...
Também me assustei,
Com a grandeza e a beleza do mar...
O cheiro da maresia,
O gosto de sal...
Rezei contigo...
E no final me perdi...
Não lembrava mais se eu era eu,
Ou era você...
A minha QBoa era a Globo,
Aquela da garrafa verdinha, lembra? Clareava a roupa...mas não a mente...
Mas, não sou poeta, nem louco, tampouco...
Ou sou? Ou serei?
Quem sabe, fui? Ou não!
Sei lá...
Deixa pra lá...
Onde estava mesmo?
Ah, contigo na jangada...tomando pinga,
E comendo queijo coalho...
Quentinhooo...
Mas o cheiro do queijo queimado...
Me enjoa...sabe poeta?
O mar, se balançar, também me enjoa...
Mas não faz mal...estou contigo!
E vou contigo...
Sumir no horizonte...
E quando chegar,
Lá naquele seu jardim,
Vou beber muita água da fonte,
E te ajudar a escolher duas flores.
Uma para o seu amor...
Outra para o meu, é claro!
E depois, voltaremos...
Rebocados pela baleia,
Que nos jogará na onda,
Até chegarmos na areia...
E entrarmos no mundo dos sonhos,
Onde encontraremos nosso amores,
Que nos cobrirão de beijos,
Felizes com o nosso retorno...
Acenaremos para a amiga baleia.
Que toda faceira,
Deitada na jangada,
Voltará para o mar...
E assim fomos nós,
Até o fim dos versos...
E não tenho nenhuma dúvida,
Os seus você escreveu...
E, como sempre,
Com nexo ou sem nexo,
O fez muito bem!
Mas, não digo pra ninguém...
Ou já disse?
Sabe amigo poeta...
Vou contar um segredo,
Sou seu amigo também!

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