POR QUÊ...
Rejane Pino


Não entendo o porquê
Quando tudo parece estar
bem, fugimos com medo
Quanto nos expomos,
dando o melhor de nós,
o outro muda, se distancia

Parece que a verdade de uma pessoa,
a transparência, incomoda, assusta

Em meus sonhos,
sempre existe uma entrega,
não só do corpo mas principalmente
da alma para a fusão acontecer,
para o amor fluir, com a verdade ,
a confiança e a simplicidade
que é tão própria do amor.

O que tanto apavora as pessoas ,
quando alguém se entrega com a alma,
será que têm medo da felicidade?
Será que é mais fácil conviver
com a dúvida a incerteza e com algo que não completa

O que é isso...
Buscamos sempre a felicidade
e quando nos deparamos com ela,
estranhamos, fugimos.
Será medo da plenitude?
Não entendo........ não se explica
Por quê não acreditamos
porquê , preferem o jogo bobo
e que nunca dá certo ,
do dar mais não dar muito

Porque esse medo da entrega ,
da descoberta de nossas fraquezas e defeitos
Se o que queremos é que nos aceitem como somos.
Como podemos querer que nos aceitem como somos,
se nós mesmos não nos aceitamos como realmente somos,
procuramos sempre tentar dissimular ,
disfarçar , para que os outros não pensem que somos fracos.

Ser fraco , para mim,
é não aceitar suas fraquezas seus defeitos
É esconder para que nos vejam com "bons olhos",
e assim macular nossa própria imagem,
nossa essência. levando o outro a te ver
como você não é

Como queremos ser aceitos,
se não mostramos quem somos.

Se nos escondermos
sempre atrás de falsas atitudes,
não conseguiremos nunca sermos aceitos.
Choramos, desabafamos,
apelamos para que sejamos aceitos
como somos porque simplesmente
não nos mostramos como realmente somos.
Assim a culpa não é do outro que não nos aceita como somos.
a culpa é nossa que não nos aceitamos como somos.

Por que...
tanta complicação se
o que queremos é a aceitação
Por quê...

**************************************************

POR QUÊ...
Tarcísio R. Costa


Sinto-me confuso na natureza... Por quê?
Talvez porque não sorrio com o sorriso da beleza
do sibilar da brisa... ou da borboleta multicolirida...
Vivo num casulo, fujo da minha verdade.

Minha alma é cheia de dúvidas e emoção,
é a antevisão do desconhecido...
Tenho medo... O futuro é mistério...
Não posso sorrir da minha tristeza.

Dizem que o meu poema é triste, por que?
Vivo numa alternância de comportamentos,
Também sorrio do meu viver,
Tenho minhas alegrias furtivas, às ocultas.

Que adiante esconder a verdade!
Perder-me no emaranhado da minha reflexão,
É insuportável esse porquê da ilusão...
que gera a aflição da verdade...

Fujo-me da autenticidade,
para amargar minha frustração, Por quê?
Não! Quero a verdade,
embora pague caro o meu coração.

Nessas estrofes estão marcadas
por esse instante eivado de dúvidas,
Olho para o meu passado não encontro resposta
O futuro fica além do horizonte...

Duetos
Inicial