MARES
Tonho França


Os barcos que deixam o cais,
Aventuram-se e deixam o cais,
Nas ondas inseguras, deixam o cais,
Levando as desventuras, deixam o cais,
Nas noites tão escuras, deixam o cais,
Deslizam entre espumas e corais,
Limpando suas dores, funerais,
Deixando os faróis e seus sinais,
Entrando em alto mar, seus cabedais,
Quem me dera deixasse o cais
A tristeza e me perdesse entre águas e florais,
E tudo o que dói, não doesse mais,
Quem me dera me desprendesse dos arvais,
E levasse entre as velas, as dores nunca mais,
As dores nunca mais, as dores nunca mais,
Um ponto no horizonte, as dores nunca mais,
Quem me dera pudesse, o adeus do cais...

**************************************************

MARES
Tarcisio R.Costa


O barco desprende-se
Do cais...
A imensidão dos mares esbarra
No cais...
Homens e mulheres misturam-se à saudade,
No cais...

O barco leva a incerteza na vaga aflita,
Agitada e leva as saudades...
Do cais

O barco segue para o horizonte
Linear, sem serrania...
Há momentos de medo, é a agonia
Sem cais...
A alegria ficou no
Cais.

Tudo, agora, é horizonte,
Sem cais
O som do silêncio fere os tímpanos,
Sem cais,
Se fosse no deserto, não seria oásis,
Não é uma miragem, é uma ilha desabitada,
Sem cais...

O oásis não é incerteza,
É vida.

Duetos
Inicial