FALTOU-ME INSPIRAÇÃO
Tarcísio R. Costa

Quis escrever um poema...
Deu um branco na minha inspiração.
Abri minha janela que dá acesso à natureza...
O tempo nublado, escondia, por maldade, a beleza
Do horizonte perdido entre a bruma. Senti saudade...
O silêncio taciturno escondia, com impiedade,
A fonte primordial da minha inspiração,
Senti um aperto no meu coração,
Era a dor da saudade...
Fiz uma breve reflexão,
Senti-me derrotado pela incapacidade
De externar aquilo que explodia no meu interior,
Vi-me subjugado às intempéries... óbices ao amor.
Não queria falar nada, além do que me mostra a verdade...
Queria, insisto, mergulhar na doce simplicidade,
Por exemplo, do gorjear dos passarinhos,
Queria, apenas sentir o carinho,
Da brisa doce sem saudade.
Recolhi-me ao meu interior,
Fiquei estático, ante a frustração da natureza.
Resolvi deixar tudo de lado... e pensar no meu amor,
Expulsei de mim aquela injustificada nostalgia,
Com os meus olhos molhados de saudade,
Diante dessa imprevista e cruel realidade
Escrevi para o meu amor esta poesia.

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MÚSICA SUAVE
Yara Nazaré

A música tocou singela e calma
Inundou a todos com encantos
Bons fluidos invadiram o espaço
Lembranças acordaram distantes
Aquelas registradas na memória.

A música trouxe a inspiração
Idéias fervilhavam na emoção
Nada de silêncio nem quietude
Fusas, semifusas e outras notas
Um dó, ré, mi e um fá maior
Na escala combinada da sinfonia
Em harmonia convidava a compor.

Surgiu a mais linda das sonatas
Embora lenta repercutia alegria
Como raios de um sol dourado
Que entrava e a tudo iluminava
Com cores mágicas da natureza.

Seu som atravessou rios e mares
O ritmo circundou todos os vales
Escalou montanhas, flutuou nos lagos
Sucedeu suave o infinito do espaço
Trouxe em seu bojo uma mensagem
Que o tempo embora implacável
Jamais apaga um grande amor!

Duetos
Inicial