MEDO DO MUNDO
Tarcísio R. Costa


Olho o mundo...
É harmonioso, mas é formidável,
A sua beleza é inigualável,
Mas amedronta...
Parece imensurável,
Chamam-no de natureza...
Todos os poetas cantam a sua beleza.
As estrelas, pelo seu cintilar, é encantamento,
Visto como astro, amedronta, é firmamento,
Lá, no desconhecido, está a morada
Dos deuses mitológicos...
O mundo pode ser tétrico, mas é magia.
Veja os mares não têm fim,
Não há limites no firmamento...
Embaixo é o abissal,
Onde monstros têm a sua moradia,
Não são deuses mitológicos,
Embora não seja lógico
A minha assertiva...
Os desertos têm o dia escaldante,
Testemunham-no as cáfilas de viajante
Que seguem um viver sofrido,
Entre o ai do gemido...

São diminutos os oásis,
Ínsulas suaves dos desertos,
Oásis dos mares,
Nada disso, no entanto, me importa,
Procuro, sim, e não encontro a porta,
Que neste mundo
Nos conduz à felicidade...

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MUNDO SEM MEDO!
Yara Nazaré


Quisera viver...
No mundo sem medo
Sem angústias e sem ameaças
E os vendavais das discórdias
Sucumbissem sem retorno
E que os dias pudessem fluir
Sem perigo dos terremotos.
Que o risco de se inferir
Com subjetivos julgamentos
No modo de ser de cada um
Fosse abolido e esquecido
Que os dias transcorressem
Com a alegria do bem viver.
Sabendo que nada é estático
Os diasseguem acelerados
A vida passa tão ligeira
E é um dom poder viver.

Que chegue logo o momento
Das estrelas no firmamento
Iluminarem com o seu brilho
Os passos do bom viajante
Que traz a paz no coração
Como presente a cada irmão

Que a natureza volte a sorrir
Apreciar o bailado dos deuses
Sob o som mágico da poesia
Ver desertos criando cores
Da beleza dos oásis floridos
Com a essência da bondade
E que todos de mãos dadas
Possam festejar a amizade!

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