DÚVIDAS II


Não sei se devo continuar a escrever poema,
Penso que o que escrevo poderá não agradar...
A poesia varia de conformidade com o tema,
essa subjetividade fá-la variar como o paladar.

Sei que poesia nasce de sonhos e de realidades
o poeta preocupa-se muito com o transcendental,
às vezes faz analogia das nuvens com os barcos
ao afirmarem que ambos levam as suas saudades.

Recebo crítica por explorar “flores e saudade”,
vou buscar nas catacumbas a minha inspiração
lá, eu encontro enterrados o passado e a ilusão,
todas as mentiras, mas, também, toda verdade.

Seria acovardar-me, ao desprezar as flores,
nelas está a fonte suave da minha inspiração,
ressentir-se-ia por demais o meu coração,
ocultar-lhe, assim, minha vida de amores.

acho que devo ir em busca dos meus amores,
o presente está cheio de dúvidas e nostalgia
vejo o mundo esmaecido, perder suas cores,
vivo triste, ninguém ler mais minha poesia.

Fazer poesia, dizem que é dom, mas não é missão...
Fica aqui a minha reflexão.

(Tarcisio Costa)


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