FLORES SEM BORBOLETAS


As água corriam tortas,
vindas, confusas, do além,
entre árvores destruídas,
e palmeiras exibidas,

na terra seca havia,
também, o nada...
O silêncio perturbava o ambiente.
Não se ouvia o cantar dos hinos
do amanhecer, dos passarinhos...
Apenas o silvo ingênuo da brisa
enviado pelas folhas soltas
Dos coqueirais solitários,
testemunhos da saudade
da partida dos barcos
levando amores,
deixando a dor
no ar, de amores acabados...
Morreram as flores sem borboletas
Uma voz clamava ao longe,
um pio de ave agourenta
amedrontava e assustava
as borboletas sem flores,
numa noite mal dormida,
interrompida
por pesadelos sem cores.

(Tarcisio Costa)


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Poemas de F a J