FRUSTAÇÃO III


No silêncio da noite mergulho, desconexo,
Nos meandros do meu interior,
Sigo pelo desvio da rota do meu pensamento,
Quebro a rotina do rastro das minhas idéias,
Adoto um rito entremeado de conflitos,
À cata das magias que enfeitam
Os meus sonhos.

Advém às sendas,
Os óbices da negritude que se interpõem
A bloquearem o túnel do desconhecido,
Aos quais minhas metas atingir,
Se propunham...

Nesse emaranhado de contra-sensos
Exaurem-se o poder de pugnar...
Desperto maculado pelo desapontamento,
Na frustrada tentativa de sentir
A magia dos sonhos...

A vida continua com meus sentimentos
Vividos e praticados
Sem nunca, no entanto, se sentir imune
Aos dardos da detração
Da ignóbil invídia
Que corroem,
Destroem
Os sentimentos,
Ao interporem os caminhos
da ilusão.

(Tarcisio Costa)


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poemas de F a J