GRANDE VERDADE

Não, não sou passageiro
De uma nave a voar ao léu,
Desajustada, sem rumo,
Sem retas ou curvas
Em torno do rei
Rumo ao céu.
Ela não voa léu
Ela circula orientada
Numa eclipse perfeita
Pelos mundos siderais.
O seu espaço percorrido
(o tempo e a distância)
É um instrumento frio
Que mede a vida...
O homem vive
Um número de elipses
Ou, ainda, tantas viagens...
De repente, o homem não volta,
Evapora-se da órbita misteriosa
E segue para o desconhecido
De caminho desconhecido...

Porque viver preocupado
Com a realidade,
Criar para si esse mundo
De apreensões,
Se independe do homem
Essa verdade!

São desígnos superiores
Invioláveis
A grande verdade.

(Tarcisio Costa)


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Poemas de F a J