GRITO

Senhor Presidente,
Lembre de que o nordeste brasileiro
Também pertence à nação...

Foi Feito de sangue e sofrimento...
Viveu sob o jugo do ferro e do fogo
Dos Coronéis do sertão.

Essa gente desprotegida,
De uma terra sem ilusão,
Um dia pariu o Lampião
Como sua única saída...

Lampião, o Virgulino,
Foi um dos Severino
Que despertou o sertão...

Com o punhal na mão
Acordou as autoridades,
Para mostrar as verdades
Da vida lá do sertão!

Mataram o Lampião,
Mas, não mataram o ideal
Daquele povo injustiçado,
Que não quer ser roubado,
E nem viver de privilégio,
Nem ser alvo do sacrilégio
De viver discriminado!

Procurando uma solução,
Resolveu aquela gente,
Na falta de um lampião,
Parir um presidente
Para dirigir a nação...
E agora...
Senhor Presidente,
Preste atenção:
Chegou a hora da verdade
Agora, não tem desculpa, não!

(Tarcisio Costa)


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Poemas de F a J