HUMANIDADE CONFUSA

Hoje, ao acordar, cedinho
Ouvi, de numa árvore, em frente,
O gorjear de um passarinho...
Era um canto suave... Ele estava sozinho,
Fazia a alegria da natureza!

Questionei-me naquele momento...
Por que o homem não tem aquela alegria?
Ele criou para si uma vida de incertezas...
O que não devia ser assim, ele é natureza...
Não há razão para tanta nostalgia.

O mundo está muito confuso,
Necessita de harmonizar as suas ações,
Vive-se em um mundo cheio de incoerência,
Que torna o que é inconveniente, difuso,
Tornando-se vulnerável à violência.

Devíamos ser o exemplo da natureza,
Mas, falta ao homem a simplicidade,
Vivemos sob permanente tensão,
Em tudo há desânimo e frustração,
Essa é uma lamentável verdade.

Existem pessoas felizes...
São aquelas que vivem da solidariedade,
São as mensageiras da bondade e do amor,
Elas jamais distinguem a crença ou a cor,
Têm, sempre, um olhar de bondade.

A causa de todos esses desencontros,
É a vida em um clima de disputa e egoísmo,
Um estado de indiferença e incompreensão...
Mas, existe o amor como a única solução,
Princípio fundamental do cristianismo.

(Tarcisio Costa)


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Poemas de F a J