LADAINHA DA PAZ

Quando nos afastamos de um viver de amor,
Ficamos vulneráveis ao desequilíbrio,
A visão da nossa mente torna-se míope, confusa.
Advém a invasão na alma, de uma intensa tristeza,
Há um desdoiro... Uma letargia tira a cor e o brilho
Do ar sobranceiro... Vai-se o elã do entusiasmo.

Para se romper os óbices desse marasmo,
E recuperarmos a paz o estado de equilíbrio ,
Devemos criar expectativas nos nossos ideais
Que justifiquem uma vida otimista, muito mais,
Termos a coerência e zelo no espólio derradeiro,
Quando se ultrapassa do real para o vácuo...

Trilhamos esse caminho, que é o presente...
Para que tanta preocupação essa jornada?
Não haverá sorrisos, só sinais no remanescente.
Mas, nas leis do transcendental haverá, assaz,
Aceitação dos códigos sagrados dos crentes,
E o ressoar do hino da ladainha da paz.

(Tarcisio Costa)

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Poemas de L a O