LEMBRANÇAS IV


Fluem na minha mente,
com a leveza da brisa, que se eternizam,
lembranças que sangram o meu peito,
deixam-me num viver sem rumo...

Sei que quem poetiza porque ama,
clama nos seus lamentos, as suas dores,
os seus sofrimentos...

Mas, é cruel a verdade, que me enche de saudade,
quero libertar-me desse estado de espírito...

No presente, quero alimentar uma nova vida,
mas, não é fácil esquecer o passado,
que teima em renascer!
Vive assim o meu ser,
entre a realidade, a verdade, e a ilusão.

Tudo se acumula no meu coração,
tornando-me um refém do amor...

Se eu não conseguir libertar-me,
Vou partir para distante,
Vou tornar-me um viajante
Sem destino definido,
Para fugir
Dessa realidade.

(Tarcisio Costa)


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Poemas de L a O