LEMBRANÇAS TERNAS


Fluem da minha mente,
Suaves, como o sopro da brisa,
Eternas lembranças que ferem o meu peito,
Deixam-me num viver sem jeito...

Vivo magoado com o passado, que furtou
Os meus sonhos...
Isso é normal,
Quem poetiza clama os seus lamentos,

A sua sensibilidade,
Revela os seus sentimentos, as suas alegrias,
E os seus sofrimentos...

Mas, é cruel a verdade, vivo submisso ao passado,
Maltrata-me a verdade...
Resta-me, esquecer esse sentimento

De incompletude, a saudade.
Quero viver o presente,
Se possível tornar-me um sedutor,

Assim, procurarei alimentar um novo amor.

Mas, há um óbice!
O meu coração objeta a idéia
De esquecer o passado...

Se eu não conseguir me libertar,
Vou partir para outro mundo distante,
Vou transformar-me em um viajante
Sem destino definido,

Para fugir dessa realidade,
Assim encontrarei a liberdade,
Não serei mais um refém do amor.

(Tarcisio Costa)


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Poemas de L a O