MAIS UM ANO


Aproxima-se mais um final de ano, etapa de uma caminhada
que perseguimos, embora com destino imprevisível.
Esse caminho palmilhado é, ora acidentado, ora plano.
Esses acidentes imaginários são os empecilhos que
se nos apresentam para obstar, ou, às vezes,
como um desafio para transpormos e galgarmos a felicidade.

A vida é uma mescla de contradições. Há os momentos de dor,
existem as frustrações, as nossas tristezas e,
quantas vezes, as nossas desilusões...

Compete ao ser humano, com a sua inteligência e discernimento
transpor essas barreiras para, do outro lado, encontrar
os adornos da felicidade.

O homem deve aprimorar a sua sensibilidade para ver, sentir
e ouvir a vida como ela é, cheia de encanto e beleza.
Existimos, na verdade, para sermos felizes,
basta que observemos a natureza, nada mais.

Nada mais reconfortante do que a certeza da vida,
diariamente comemorada, desde as madrugadas silenciosas,
rompidas pelos raios do sol, comemoradas pelos passarinhos.

Temos as manhãs e as tardes dedicadas ao labor, momentos
de luta para vencermos as dificuldades e concretizarmos
as nossas metas, os nossos sonhos.

E a noite, como é encantadora! A sua cortina se abre para
revelar os mistérios do universo. Apresenta-se,
nesse cenário a lua, com a sua beleza tranqüila a espalhar
a sua luz morna e prateada, dando um tom de amenidade
e sobriedade à natureza.

Divisamos alguns planetas, mostrando-nos como somos,
se observados de lá.

E as estrelas, com seu cintilar constante, revela a
imensidão do universo, paradoxalmente, uma pequena
amostra, diante da grandeza do seu Criador.

Neste ano que se finda
Entre sonhos, incertezas e alegrias
Chegamos do ritual da nossa caminhada.
Foram trezentos e sessenta e cinco dias...
Tivemos momentos de dores, frustrações e nostalgia,
Mas, também, de momentos de felicidade e beleza.
Nas manhãs ouvimos o cantar dos passarinhos,
Recebemos na face a brisa suave da natureza.
Sentimos o aroma inigualável das flores,
Tivemos o carinho dos nossos amores,
Que deixou nossa alma a se enlevar.
Mas, necessitamos de uma reflexão,
Para podermos fazer uma avaliação,
Do que deixamos de realizar.

É, também, uma preparação
Para a nova desconhecida caminhada,
Quando levaremos as nossas esperanças.
Seremos surpreendidos pelas mudanças,
Que, com toda certeza, haverão de vir.
Esse é a imprevisível estrada da vida,
Cheia de curvas, atalhos e desvios,
E das incerteza nas encruzilhadas.

Nessa permanente repetição,
Não deveremos deixar de usar o amor,
Que brotará do âmago do nosso coração
Para enaltecermos a obra sagrada do Criador.


(Tarcisio Costa)



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