MARCAS DO TEMPO


Tudo se passou tão fugaz...
Não percebi, sequer
os meus lerdos passos,

deixei pelo caminho
o frescor da minha juventude,
que se integrou,
penso, ao viço das flores...

Rompi barreiras,
consegui atingir metas e objetivos,
desfrutei das láureas do sucesso,
o que fez de mim um credor...

Mas, quantas vezes,
tomei caminhos errados,
nisso, me tranformei
em um devedor...

Minha teimosia
fez-me seguir por desvios...

Essa alternância
do certo e do errado,
que é o bem e o mal,
deixou em mim as marcas
do tempo...

Mas, foi o espelho que me expôs
à cruel realidade...

Vi a opacidade do meu olhar
e a tristeza do meu sorriso...

Minha alma teima
em ser jovem...
Vejo no pensamento
o que sinto nos meus sonhos...

Desconheço o final
dessa caminhada...

Tudo há de diluir-se no nada,
quando se disfarão
as marcas do tempo.

(Tarcisio Costa)


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