MENINO DE RUA

Menino de olhos tristes, mente deformada
E por mil interrogações, bombardeada!
O rumo do seu caminho é ignoto, indefinido...

Você, “Menino de Rua”, passarinho perdido,
Por que o mundo lhe é tão adverso?
Por que é visto com tanta indiferença?
Creio que entenda que o seu deus
Seja o deus da descrença.

Não adianta lhe convencer com palavras bonitas,
Porque o seu problema é a fome....

Você é triste porque tem fome de alimento e de carinho.
“Menino de Rua” você não tem noção da arrogância
Que o rodeia,
Porque você é a própria humildade...

Menino triste parece que lhe é difícil estender-lhe a mão,
Não é?

Você. Menino de Rua que não sabe ler nem escrever
o seu próprio nome, nada pede para si,
Apenas quer que matem a sua fome.

Menino triste, fruto de um mundo corroompido,
De um Brasil que faz campanha usando o"slogan" da
FOME ZERO...

Menino triste,
Não adianta dizer que você É O BRASIL DE AMANHÃ,
"isso é “coversa fiada", desde 22 de abril de 1500.

Você é recebido pelos governantes?
Essas igrejas que passam a noite berrando, o nome de Jesus
lhe dão abrigo, ajuda?

O seu problema, menino triste, tem solução,
Basta que os poderes que fazem as leis
Contenham esse antro de corrupção,
Que juizes não vendam mais sentenças,
Que o governo entenda que não é dono
do BRASIL.

Só isso!
Sei que o seu horizonte é a incerteza,
faz dó o seu olhar de tristeza,
menino sem nome,
menino da fome.

(Tarcisio Costa)


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Poemas de L a O