MENTECAPTO

Sou um mentecapto,
Sem senso, sem lógica,
Sem certeza, sem direção...

Escondo-me nas penumbras
De um mundo opaco,
Sem brilho,
Sem cor...

E o amor?
Encravou-se na minha alma,
Mas não sai...

E a calma?
É mais uma ilusão...

E a alma?`
É meu olhar triste,
Talvez, a fome de amor..,

E o coração ?
É um músculo desossegado,
O meu não sente emoção...
Ele é uma a antena,
Voltada para o nada,
É o termômetro do medo,
Um bomba de sangue
Que pode explodir...

E daí?
Vem o mistério indefinido
Onde não existo.
Sinto-me perdido...

Quem sou?
Uma célula do infinito?
Chamam-me de louco,
De mentecapto!

E o universo?
Mistério. mistério...

Às vezees,
No interregno que me separa
Do mundo da desordem,
Sinto a mão do amor...

É o Pai, o Senhor!
Meu coração chora...

Pai, pegai na minha mão,
Trazei para o meu viver
A solução...
Pai. com o Vosso poder
E o Voss amor,
Reestrutura me viver,
Mostra-me o caminho
Da lógica, da verdade...

Quero participar
Da da Vossa messe
Quero, sob Voss olhar,
Reaver a minha felicidade...

(Tarcisio Costa)


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Poemas de L a O