MEU PAI




Meu pai, não primava por ser um homem culto,
ele era o que chamamos no nordeste de
um "coronel" do sertão.

Ele um um homem honesto, amigo, leal e justo.
Viveu até os 93 anos.

Antes do seu "último" suspiro, chamou todos
os filhos, pela ordem de idade, e pegou na mão
de cada um e despediu-se e, num ato de
extrema humildade, pedia perdão e perdoava.

Eu era o mais novo, eu tinha 26 anos,
devido a diferença de idade,
ele me tinha como uma criança.

Ao se despedir de mim, com ajuda dos presente,
levantou a mão e me abraçou. Logo em seguida,
tenho certeza, partiu para o paraíso.
Esse abraço ficou idelével na minha
memória e cravado no meu coração.

Meu pai era um homem exemplar,
sob todos os aspectos.

Lembro, eu passava o ano na capital estudando e,
nas férias, ao chegar na nossa casa,
o seu olhar expressava a sua alegria e o seu amor.

Uma coisa ele exigia de mim: que em todas as noites,
antes de domir e nas manhãs ao levantar-me,
pedisse-lhe a bênção e eu o fazia, beijando-lhe,
respeitosamente, a mão.

Lembro, que sempre que cruzavam os nossos olhares,
recebia dele um ar de ternura.

Neste dia em que comemoramos o dia dos pais,
expresso as minhas saudades, elevo o meu
coração a Deus, rogando pelo seu descanso,
entre os justos.


Dedico ao meu pai este modesto poema, ditado pelo meu coração:

Saudade do Meu Pai

Ai! Como eu gostaria
de, ao rabiscar estes versinhos,
escrever o mais belo de todos os poemas,
com letras de amor, coloridas de saudade,
dedicado, carinhosamente, ao meu pai,

Lembro-me bem,

ele tinha um olhar terno para mim,
ele era um respeitado cidadão do interior,
era um homem bom, tinha nele muito amor.

Era uma constante na sua vida, a amizade,
era um amigo das coisas certas,

da verdade...

Lágrimas minam dos meus olhos tristes,
A saudade domina o meu coração.

Depois que Nosso Senhor o chamou,
Nunca mais me abandonou a saudade.

O tempo passa...
Mas não consegue apagar da minha mente,
a imagem terna e amiga do meu querido pai.
O meu coração sente saudades...

(Tarcisio Costa)


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