MOMENTO DE MUTAÇÕES


O sol cai submisso às sombras frias da noite
É assim mesmo... Reluto, mas não estou errado!
Fico absorto e confuso... Penso que há, nessa hora,
Uma inversão de valores...

Nada me embevece...
Não me encantam as estrelas
Fico a contemplar o meu próprio pensamento
Que escapole e foge
Fico, por isso, no "mundo da lua"...

Meu raciocínio falha,
Vejo o meu jardim apinhado de pirilampos,
Assustando as borboletas,
Que dormem e se confundem com as flores.

Acertou beija-flor em ir para o seu ninho,
Quem, como ele, não gosta da mistura das cores!
Ele dorme numa velha árvore, desprezada
Que já deu tantas flores,
Recebeu tantos beija-flores...
Hoje ali é a sua morada,
Entre galhos secos, sem cores.

Vem o sol e, novamente, desperta!
Há uma mutação...
Chega uma nuvem de borboletas,
Assustam-na os colibris...
Todos querem beijar as flores
O orvalho frio se desprende,
E as despertam...
Elas passam a noite desfalecidas...

É um novo dia!
Agora tudo é alegria,
Momento em que, com o coração,
O poeta é brindado com a inspiração,
E transforma tudo em poesia.
Tarcísio Ribeiro Costa

(Tarcisio Costa)


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