MORADOR DE RUA

Não sei sonhar,
Meu deus são as migalhas que como,
Não sei pensar,
Nem sei o que são ideais...
Vejo um palácio como uma quimera,
Moro debaixo da ponte,
Até ser expulso de lá...
Um automóvel, um perfume, roupas de grife
São a mesma coisa,
Não têm para mim qualquer utilidade.
Ninguém me estende a mão,
Nunca fui visitado por um pastor
Ou por um padre, que prega o amor,
Acredito que sou invisível...

Sei, sim,
Sou um morador de rua.


(Tarcisio Costa)


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Poemas de L a O