NO SERTÃO

Ao relembrar, tive vontade

de escrever sobre a minha infância
tive um certa dificuldade...
Um silêncio invadiu a minha alma...

Vi as flores beijadas pelas borboletas
e as rosas pareciam olhar para mim.

Meu coração despertou daquela nostalgia,
passei a absorver o encanto da natureza,
vi os ninhos tranqülos, sem os passarinhos...
Eles se espalhavam pelos galhos
A alegrarem a natureza...

Observei o rebuliço do trabalhador
a movimentar o sertão...
Lá, o homem tem mais amor,
é uma vida verdadeira, dura, sem ilusão,
mas, cheia de fé.

Vivi no sertão, na minha tenra idade,
corria pelos campos selvagens
e nos rios mergulhava, deslizava nas corredeiras,
alegre como os passarinhos.

Ficou comigo a saudade de lá...

(Tarcisio Costa)


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