O POETA E A SAUDADE

As manhãs são puras...
A brisa amena é como um sopro de vida...
É o momento em que nascem novas esperanças.
A vida renasce em cada dia... O dia é a vida.
Vê, em torno de ti, tudo parece ser alegria.
Os sons da natureza tornam-se audíveis
As cores ficam mais visíveis...
Tudo é encanto... é amor!

As nuvens tristes...
Passam como se fossem saudades,
Os passáros abandonam o calor dos seus ninhos,
Nos mesmos galhos, vão cantar a mesma alegria,
Como se fosse uma novidade o nascer do dia,
A natureza, no todo, entra em rebuliço...
Esse ritual... É a vida...

Mas, tudo muda, nessa ebulição.
Como é cruel encarar o lado da verdade!
Eclodem injustiças, essa é uma triste realidade...
Tornam-se fugazes os sonhos e os ares da beleza.
Tudo se tranforma em uma visão de incerteza...
As alegrias das manhãs de esperança
Transformam-se em tristeza...

É difícil viver com indiferença,
O coração do poeta fica amargurado...
Ele pensa no amor... Ele, triste, perde a crença...
Cria em torno de si, a sua própria verdade....
Passa a pensar mais nas suas flores,
Tenta acreditar nos seus ex-amores,
Vive, assim...
Num mar de saudades...

(Tarcisio Costa)


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