PARAÍSO

Quanta beleza e paz envolvem aquela floresta,
Repouso da esperança iluminada pelo sol da vida,
Que se confunde com o paraíso dos nossos sonhos...

Riachos de água cristalina, de leitos dourados
Mostram peixes e pedras polidas pelos anos...
Borboletas dançam, ao olhar da joaninha triste,
Coloridas como se fossem flores.

Arbustos, enfeitados de flores iridescentes,
Servem de acesso para as esperanças,
para os vaga-lumes e para os gatos e ratos...
Que são meras ilusões.

A moça triste, observa a luz do vaga-lume,
A leveza de uma esperança distante.
E os primatas que, no seu campo de nudismo,
Exibem-se para a joaninha, ruborizada...

Toda essa beleza conflitando com o seu
Sofrimento, faz a moça solitária ficar confusa,
Entre a beleza da natureza e a tristeza da sua vida...
Resta-lhe o vaga-lume a indicar a luz verde da esperança.

(Tarcisio Costa)


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Poemas de P a T