POEMA TRISTE


Manhã fria,
Olhos marejados de saudade...
Lembranças cruéis de um amor distante.
Contemplo daqui o horizonte, e vejo tremular,
Na minha imaginação, lá no além mar,
A vela do barco que furtou
As minhas ilusões...

O tumulto da vaga
Confunde-se com o meu tormento,
Olho para o âmago do meu interior,
E vejo perdurar em mim o sofrimento,
Não tenho dúvidas, a única solução,
É a volta do meu amor.

Não devia haver separação.
Isso são os desígnios dessa vida de dor,
Que tira, impiedosamente a minha alegria,
Já não tenho mais nenhuma fantasia,
Depois que o meu doce amor
Levou a minh’ilusão.

Mas, o que fazer nessa solidão,
Vejo no meu jardim a tristeza das flores,
Sinto saudade... Mas seja lá como for,
Quero esperança para o meu coração,
Chega de tanta frustração,
Vem! Volta meu amor!

É mergulhado nessa nostalgia,
Que me afasto, dou às costas ao horizonte,
Sento à minha mesa, escrevo esta poesia,
Sinto no meu amor, que está distante,
A inspiração para os meus versos
Que minoram a minha agonia.

(Tarcisio Costa)


(Tarcisio Costa)


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