ROSA DOS VENTOS


Sem a rosa dos ventos,
Perco o meu destino,
A minha direção...

Ninguém me engana,
Com predestinação,
Há uma exceção,
Quando é uma cigana,

Ela lê a minha mão.
Olho pra ela com paixão,
Não resisto à sua magia,
Não sigo o meu coração...

Sei que é uma teimosia,
Não sou nenhuma fera,
Muito menos uma esfera
Que rola desorientada...

Prefiro a elipse sincronizada,
Para seguir o meu caminho.
A cigana abre baralho,
Vejo o seu coração
Ela me seduz,
Daí pra diante ela me conduz,
Seu olhar me domina
É a minha sina
Os braços de uma cigana!

Ela é feminina,
Ela me fascina.

Quero com ela aprender
A conviver, e viver
Sem qualquer destino...

Vou comprar um violino
E com um arco de crina,
Tocar para o seu coração,
Será uma música oriental,
Lá das Bandas do Nepal,
Das montanhas da China,
Na Ásia Meridional...

Ela é a minha menina,
Quero a dança do ventre
Vou pedir para que ela entre
No meu coração,
Aqui será a sua tenda
Sua realização...
E, assim,
Tudo pra mim,
Será a concretização
De uma vida de sonhos
E de paixão!

(Tarcisio Costa)


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Poemas de P a T