SONHO CONFUSO

Vinham de longe, dos seráficos, sons inaudíveis.
Via-se um ser vestido de monge a curvar-se
E bater no peito e dizer, amém.

Não sei se era noite ou se era dia,
Nem de onde vinha o desencanto daquela melodia,
Podia ser um pranto, uma dor de agonia.

Das nuvens, os anjos chamavam por mim,
Escondidos dos arcanjos,
Era um rebuliço sem fim.

Senti medo, olhei para uma corredeira,
Vi a água subir, sumir no indefinido,
Senti-me perdido.
Mas, tudo não passou de uma ilusão,
De um sonho tumultuado,
Talvez, por estar triste o meu coração...


(Tarcisio Costa)


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Poemas de P a T