SUBLIMIDADE DO AMOR

Penso na minha vida,
Diviso um passado de amores,
Entremeados de sonhos e ilusões.

Percorro pelas sendas tortuosas
Por onde tive que ultrapassar,
Eram tantos os óbices
Que impediam o meu caminhar...

Ficava atônito, desanimado...
Sentia a vida confusa,
Com tantas dissensões...
Nada pior, ao olhar o passado,
Do que contemplar o amor perdido...
Ver que amei sem ser amado.

Cria-se um conflito no ego...
O coração, muitas vezes, clama
O consciente não pode entender...
A vida, por essas razão,
Se torna confusa, o que me leva a crer,
Que nada a separa da contradição..

Vejo no meu presente
O enleado de uma dura realidade...
O meu pensar reflete no meu ser
Uma insegurança, um temor.
Não sei como avaliar a verdade...

Sei, sim, que nada é comparável
À sublimidade do amor.

Tarcísio Ribeiro Costa

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Poemas de P a T