TUDO É EFÊMERO

Escrevo versos por mania,
Quase sempre sem conteúdo lógico...
Sem um sentido plausível,
Coloco-os de lado e dias depois os releio.
É quando constato o quanto me domina a emoção,
Falo de tanto amor, de saudade, do meu passado...
Mas não encontro solução para as minhas dúvidas...

Vivo num impassse...
Os dias passam e levam minhas venturas,
Fica, assim, tudo confuso.

Nesse emaranhado está a minha vida.
Penso em tudo... O tudo se torna imaginário.
Não entendo o porquê de tanta beleza
Porque, sendo tão linda a natureza,
Nela tudo passa, é efêmero,
Tudo envelhece,Tudo tem um fim!

É por isso que o poeta, confuso,
Escreve coisas sem nexo...

Tarcísio Ribeiro Costa

Inicial
Poemas de P a T