UM CAMINHAR SEM RUMO

O silêncio me atormeta,
Sinto-me como se estivessse confinado num casulo,
Confundem-se minhas idéias e os meus pensamentos.
Ao romper-se esse casulo, aflora-se a minha conscência...
Então, passo a divisar com uma certa transparência,
Essa mixórdia de fatos que confunde a minha mente...
É o transcorrer da vida, de tantas contradições!
Por isso, a reflexão
É um instante que atormenta a minha alma...

Agora, desperto daquela inércia,
Vejo que sou um pedacinho do mundo,
Confuso, ante as entranhas das minhas dúvidas,
Da minha incoerência...
É a minha fragilidade diante da realidade,
Vejo a vida como um um caminhar sem rumo,
Mexo-me e remexo-me e nem sequer me aprumo.
Vejo tantos óbices para se atingir verdade...

Este poema, na minha concepção,
É a visão de um mundo injusto, desnivelado,
Onde poucos têm tanto e muitos não tem nada!
Onde a amizade é um jogo de interesses,
Se nada tenho a oferecer,
Não valho nada!

Tarcísio Ribeiro Costa

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