Fui lá, de onde vim,
Encontrei apenas sobras do passado...
Vi casarões destruídos pelo tempo,
Sentei-me numa varanda azul
Que me acolhia nas tardes
Coloridas de vermelho.

Da minha solidão,
Contemplava os carneirinhos
das nuvens...
Castelos se desfaziam,
Nasciam monstros mitológicos,
Ou um mundo imaginário que se desfaziam em nada

Perdi o rumo, fiquei desorientado,
Perdi o sentido de direção
Visões quiméricas gargalhavam de mim,
Me perdera na sombra do meu caminho!

Do passado vi da brisa, o carinho,
Contemplei de longe o rio silencioso,
Achei-o triste, assoreado,
Parecia fugir de mim, rumo ao nada...

Vi um velho jardim, com rosas teimosas
Flores virgens cheias de perfume...
Nela, flutuavam borboleta da cor das flores...
Regressei orientado pelo perfume dos colibris
Furtados nas flores.
O mais eram ilusões e nostalgia...

(Tarcisio Costa)


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