VIDA BOÊMIA

Qual a boêmia vida profana,
Percorri os subúrbios da vida,
Onde ter liberdade era ser libertino.
Lá, ouviam-se os sons plangentes
Nascidos de velhos violinos...
Era um ressoar cadente,
Triste... melancólico...

Enquanto o arco e crinas
Acariciavam o velho violino,
Homens e mulheres em orgias,
Afundavam-se num mundo de fantasias,
Descontrolados, pareciam a tudo disputar
Como se fossem aves de rapina...

Parti para outras bandas,
Por montanhas, fiz-me um ermitão,
Agora, à procura da paz da solidão...
Encontrei nos meus pensamentos,
Resquícios de sentimentos,
Que nos idos tempos,
Feriram meu coração.

No silêncio bucólico
Ao dedilhar, cheio de saudades,
As cordas do meu companheiro violão,
Arrancava tristes notas musicais...
Isso mexia com o meu coração,
Que perdera o seu amor,
Restando-lhe a dor
da paixão.

Tarcísio Ribeiro Costa

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