VIVO AO LÉU

Sou um poeta perdido
pelas sendas intocáveis da ilusão.
A minha vida já não tem sentido...
Vive de sonhos, o meu coração...

Como poeta que vive da ilusão,
Caminho sem rumo definido,
Procuro um velho amor perdido,
A minh'alma está cheia de aflição.

Ao lembrar a nossa separação,
Enxugo as minhas lágrimas dolentes
Ao som do meu velho violino plangente
Que sempre acalenta o meu coração...

E...assim, vivo uma vida de boemia
Cantarolando modinhas de menestrel,
Sou um andarilo, não tenho moradia,
Pelo meu amor vivo, assim, ao léu.

(Tarcisio Costa)


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